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06 de julho de 2026 · 2 min de leitura

MEI da beleza: o que muda no seu preço quando o faturamento se aproxima do teto

Como funciona o teto de faturamento do MEI em 2026, o que acontece se você passar dele, e por que vale pensar nisso na hora de aceitar mais um atendimento no fim do ano.

Manicure, esteticista, cabeleireira, designer de sobrancelha — a maioria das profissões de beleza autônomas está na lista de ocupações permitidas do MEI. O que pouca gente para pra pensar é que esse enquadramento tem um teto de faturamento — e chegar perto dele no fim do ano pode (e deveria) mudar decisões que parecem só de agenda, mas que na verdade são de preço.

O teto, na prática

Em 2026, o MEI pode faturar até R$81 mil por ano — teto que não muda desde 2018 — e paga um valor fixo de R$80,90 por mês (o DAS), que entra no seu custo fixo junto com aluguel e luz. R$81 mil por ano dá, na média, uns R$6.750 por mês — mas faturamento não é linear: dezembro costuma vir mais forte que fevereiro, então dá pra chegar perto do teto bem antes de dezembro fechar.

O que acontece se você passar do teto

A Receita dá uma margem de segurança de 20% acima do teto: até R$97.200 de faturamento no ano, você continua MEI normalmente até dezembro, e paga só um DAS complementar sobre o valor que passou de R$81 mil — a migração pra Microempresa (ME) acontece de forma automática em janeiro do ano seguinte.

Passar de R$97.200, porém, muda de figura: o desenquadramento vira retroativo. Na prática, a Receita passa a tratar você como Microempresa durante o ano inteiro — não só sobre o excedente —, com juros e correção contados desde janeiro. É por isso que vale ficar de olho no acumulado do ano bem antes do fim de dezembro, não só quando o boleto do DAS chegar.

Por que isso é uma decisão de preço, não só de contabilidade

Perto do teto, a pergunta muda de "quero atender mais essa cliente?" pra "esse atendimento a mais vale a pena considerando o que ele pode custar lá na frente?". Duas saídas costumam fazer mais sentido que simplesmente aceitar tudo que aparece: ajustar o preço pra cima em vez de aumentar o volume de atendimentos no fim do ano, ou planejar a virada pra ME com antecedência (com a ajuda de um contador) se o crescimento for uma tendência, não um pico isolado. As duas são melhores que descobrir em janeiro que ultrapassou os 20% sem perceber.

Como as regras do MEI mudam de tempos em tempos, vale sempre confirmar os valores atualizados e o seu caso específico com um contador — este texto é o retrato de 2026, não uma consultoria fiscal.

Se você é MEI, o Debly já acompanha isso pra você: o dashboard tem um card de acompanhamento do teto anual (R$81 mil) e lembrete do vencimento do DAS, pra você ver o acumulado do ano sem precisar somar nota por nota.

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